{"id":1828,"date":"2017-01-11T16:55:52","date_gmt":"2017-01-11T16:55:52","guid":{"rendered":"https:\/\/neomarca.pt\/staging2\/?p=1828"},"modified":"2023-10-27T05:21:53","modified_gmt":"2023-10-27T04:21:53","slug":"previsoes-economicas-para-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neomarca.pt\/pt\/dicas\/previsoes-economicas-para-2017\/","title":{"rendered":"Previs\u00f5es econ\u00f3micas para 2017"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1828\" class=\"elementor elementor-1828\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-41cf008f elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"41cf008f\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-69afab08\" data-id=\"69afab08\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7d21d593 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7d21d593\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p>Na entrada para o novo ano, o Departamento de Estudos Econ\u00f3micos e Financeiros do Banco BPI elaborou as previs\u00f5es econ\u00f3micas e financeiras\u00a0para 2017. A vulnerabilidade de Portugal\u00a0devido ao baixo ritmo de crescimento econ\u00f3mico e a presen\u00e7a de elevados n\u00edveis de endividamento p\u00fablicos e privados, ser\u00e1 ponto assente para 2017.<\/p><p>Oito anos volvidos depois da crise financeira internacional de 2007-2008, o crescimento econ\u00f3mico mundial continua a pautar-se por uma significativa fragilidade. A estimativa mais recente do aumento do PIB mundial em 2016 situa-se em apenas 3.1%, o que a confirmar-se, ser\u00e1 o ritmo mais fraco desde o ano da grande recess\u00e3o (2009). Verifica-se ainda o arrastamento de um per\u00edodo demasiado longo de fraco crescimento: quando medido em termos de m\u00e9dia m\u00f3vel de 5 anos, 2016 marca um dos pontos mais baixos desde o final dos anos 90, com implica\u00e7\u00f5es negativas em termos de capacidade de cria\u00e7\u00e3o de emprego, gera\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de riqueza.<\/p><p>Para 2017, as previs\u00f5es apresentam-se cautelosas, antecipando-se apenas uma ligeira acelera\u00e7\u00e3o do crescimento. Mas na realidade existe uma enorme incerteza. Por um lado, parecem estar reunidas algumas das condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para uma retoma mais pujante, liderada pelos EUA, onde a nova Presid\u00eancia dever\u00e1 impor um cunho marcadamente expansionista \u00e0 pol\u00edtica or\u00e7amental. Acresce tamb\u00e9m o potencial efeito da melhoria de sentimento dos agentes econ\u00f3micos, evidente j\u00e1 nos \u00faltimos meses no andamento dos indicadores de actividade e expectativas em ambos os lados do Atl\u00e2ntico, sinalizando que 2017 poder\u00e1 ser o ano da recupera\u00e7\u00e3o do investimento. E algumas m\u00e9tricas de mercado confirmam este sentimento mais positivo: recordamos a subida das yields norte-americanas para n\u00edveis m\u00e1ximos em mais de dois anos (aumento de 120 p.b. desde Julho); o reajustamento em alta das expectativas de infla\u00e7\u00e3o nos EUA e UEM; o aumento do pre\u00e7o do petr\u00f3leo para valores que se aproximam dos 60 USD\/barril, entre outros.<\/p><p>Todavia, sobram tamb\u00e9m factores de risco ou que aconselham prud\u00eancia na avalia\u00e7\u00e3o dos cen\u00e1rios, e que justificam as t\u00edmidas taxas de crescimento previstas para 2017 (a m\u00e9dia recolhida pela Bloomberg aponta apenas uma expans\u00e3o de 2.2% nos EUA). Para al\u00e9m dos factores de ordem pol\u00edtica (destacam-se as elei\u00e7\u00f5es na Europa) e geoestrat\u00e9gica mundial (incluindo o reajustamento dos equil\u00edbrios pol\u00edticos entre actores de peso mundiais, designadamente EUA, China e R\u00fassia) destaca-se a previs\u00edvel ac\u00e7\u00e3o da Reserva Federal, que refor\u00e7ar\u00e1 o cariz menos expansionista da sua pol\u00edtica monet\u00e1ria caso percepcione a ac\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica or\u00e7amental como sendo sobretudo inflacionista.<\/p><p>Entretanto, nos pa\u00edses da zona euro, para al\u00e9m dos factores de ordem pol\u00edtica, o enfoque recair\u00e1 sob o calend\u00e1rio do Banco Central Europeu, num contexto previs\u00edvel de gradual refor\u00e7o dos n\u00edveis de infla\u00e7\u00e3o e crescimento. Em 2017 poder\u00e1 regressar alguma tens\u00e3o ao mercado de d\u00edvida soberana do euro, se se intensificar a percep\u00e7\u00e3o de que o momento de invers\u00e3o da pol\u00edtica de quantitative easing poder\u00e1 estar pr\u00f3ximo, dadas as fragilidades que subsistem em algumas economias da regi\u00e3o. Neste contexto, Portugal est\u00e1 particularmente vulner\u00e1vel, dado o baixo ritmo de crescimento econ\u00f3mico e a presen\u00e7a de elevados n\u00edveis de endividamento p\u00fablicos e privados, num contexto de um stock de riqueza (poupan\u00e7a) relativamente baixo quando comparado com economias cong\u00e9neres. Ser\u00e1 deste equil\u00edbrio de for\u00e7as entre as pol\u00edticas econ\u00f3micas e os factores de ordem pol\u00edtica, a que se aliam o poss\u00edvel regresso de alguma instabilidade financeira, bem como das respectivas repercuss\u00f5es sob os n\u00edveis de confian\u00e7a, que depender\u00e1 o cen\u00e1rio econ\u00f3mico de 2017.<\/p><p>Nos mercados financeiros, dado o contexto global descrito, a volatilidade dever\u00e1 marcar presen\u00e7a ao longo do ano, destacando-se neste cap\u00edtulo o mercado cambial onde o d\u00f3lar dever\u00e1 manter-se forte na primeira metade do ano (n\u00e3o exclu\u00edmos o cen\u00e1rio da paridade face ao euro). As taxas de juro e a inclina\u00e7\u00e3o das curvas de rendimentos dever\u00e3o aumentar, sobretudo se se confirmarem os cen\u00e1rios mais benignos para o crescimento e infla\u00e7\u00e3o. Este movimento ser\u00e1 naturalmente mais intenso nas taxas longas do d\u00f3lar. Todavia, o mercado de d\u00edvida soberana \u00e9 particularmente dominado pela antecipa\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios e gerido por expectativas, pelo que se poder\u00e1 assistir ao estreitamento do spread entre as yields de 10 anos dos US Treasuries e do Bund (actualmente em m\u00e1ximos hist\u00f3ricos) se se refor\u00e7ar a percep\u00e7\u00e3o de que a viragem da pol\u00edtica monet\u00e1ria na Europa est\u00e1 pr\u00f3xima. Finalmente, nos mercados de activos de maior risco \u2013 bolsa, commodities \u2013 dever\u00e1 registar-se alguma heterogeneidade de comportamentos e a volatilidade dever\u00e1 tamb\u00e9m imperar pois, embora beneficiando potencialmente do movimento de redu\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00e3o a d\u00edvida, estes s\u00e3o activos tipicamente vulner\u00e1veis a altera\u00e7\u00f5es do ciclo de taxas de juro da Fed.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>Fonte:\u00a0Departamento de Estudos Econ\u00f3micos e Financeiros do Banco BPI<\/p><p>Mais informa\u00e7\u00e3o:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bpionline.pt\/FileHandler.ashx?FileType=Document&amp;FileId=5849\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.bpionline.pt<\/a><\/p><p>\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na entrada para o novo ano, o Departamento de Estudos Econ\u00f3micos e Financeiros do Banco BPI elaborou as previs\u00f5es econ\u00f3micas e financeiras\u00a0para 2017. A vulnerabilidade de Portugal\u00a0devido ao baixo ritmo de crescimento econ\u00f3mico e a presen\u00e7a de elevados n\u00edveis de endividamento p\u00fablicos e privados, ser\u00e1 ponto assente para 2017. Oito anos volvidos depois da crise&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1771,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[240],"tags":[282],"class_list":["post-1828","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dicas","tag-empresas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/neomarca.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1828","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/neomarca.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/neomarca.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neomarca.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neomarca.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1828"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/neomarca.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1828\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neomarca.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1771"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/neomarca.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1828"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/neomarca.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1828"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/neomarca.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1828"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}